Ignorado pelo principal jornal dos Estados Unidos, o The New York Times, e destaque em outros veículos da imprensa local, como a Fox News, por suas supostas ligações com a milícia, o presidente Jair Bolsonaro mais parecia em sua viagem à terra do Tio Sam uma criança que vai à Disneylandia do que um chefe de Estado em uma visita oficial.
Acompanhado do filho Eduardo Bolsonaro, de ministros como Sérgio Moro, Paulo Guedes e Ernesto Araújo (que sequer se comportou como um chanceler e foi invisibilizado), o capitão da reserva não poupou elogios à “América”, como se o nome do nosso continente fosse uma exclusividade dos norte-americanos, se deslumbrou com protocolos comuns em visitas como essas e, acima de tudo, entregou de mão beijada a soberania nacional sem exigir qualquer tipo de contrapartida, em um gesto claro de submissão.
De visita “surpresa” à CIA, passando pelo uso de coturnos para se encontrar com Donald Trump, elogios desnecessários e até boné copiado do presidente norte-americano, a comitiva brasileira nos EUA traduziu de forma fiel o famoso “complexo de vira-latas” que acomete tantos brasileiros.
Fonte: https://www.revistaforum.com.br
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